segunda-feira, 30 de maio de 2011
Intercom Expocom 2011 - Avaliação V
O acadêmico de jornalismo da Unoesc de São Miguel do Oeste, Marcos Meller, apresentou e defendeu a reportagem interpretativa em áudio “Violência contra a mulher e lei Maria da Penha em São Miguel do Oeste”. O trabalho foi desenvolvido como atividade avaliativa na disciplina de Radiojornalismo III sob orientação do professor Rafael Hoff. A defesa mostrou dois pontos altos – 1) o embasamento teórico para a defesa da peça como jornalismo interpretativo no rádio e seu aspecto inovador; 2) a capacidade contra-argumentativa do autor ao ser questionado pela banca sobre o aspecto inovador da peça (que tem cerca de 12 minutos, sem intervalos e se diferencia dos formatos noticiosos conhecidos nas emissoras comerciais). Os 15 minutos de defesa se transformam em decisões na cabeça dos avaliadores, mas o fato de participar de um encontro como este, segundo Marcos Meller, já vale o esforço de uma viagem de ônibus de mais de 10 horas e retorno à São Miguel do Oeste no mesmo dia.
Intercom Expocom 2011 - Avaliação IV
A Unoesc, campus de São Miguel do Oeste se fez representar com três trabalhos: dois na mostra competitiva de produtos midiáticos com argumentação científica (Expocom) e um na mostra da produção científica discente (Intercom Junior). A acadêmica Bruna Gudiel apresentou o trabalho “Tudo a ver”, podcast produzido na disciplina de Radiojornalismo III sob orientação do professor Rafael Hoff. Durante a apresentação, apesar do nervosismo aparente, Bruna conseguiu expor e defender a importância do podcast como tecnologia acessível e capaz de agregar valor aos sites das emissoras de rádio do extremo-oeste catarinense no quesito conteúdo multimidiático. Após a apresentação, uma das avaliadoras questionou a validade do argumento “educomunicação” no projeto apresentado e outro professor integrante da banca questionou o aspecto “inovador” da linguagem adotada pelos acadêmicos no programa radiofônico. Esses pontos podem se tornar elementos de fragilidade na avaliação geral do trabalho - dependendo mais da interpretação dos jurados do que da argumentação da futura jornalista.
Intercom Expocom 2011 - Avaliação III
Causou estranheza nos participantes do Intercom Expocom 2011 em Londrina a concentração de atividades na sexta-feira durante os três turnos. A programação foi taxada de “massacrante” e “pouco diversificada”. Parte dessas impressões é reforçada pela dificuldade na localização das salas, além do fato de que o Intercom (divulgação de trabalhos científicos de professores) aconteceu em um local e a mostra discente (Intercom Junior e Expocom) em outro. Para completar as críticas, a maior parte das oficinas foi oferecida somente no sábado pela manhã e ofereceu motivos ao descontentamento dos notívagos de plantão.
Intercom Expocom 2011 - Avaliação II
Tanto entre os avaliadores do Expocom quanto entre os líderes de GTs (Grupos de Trabalho) do Intercom Junior se viu uma predominância de professores do Paraná, com ênfase nas instituições parceiras na organização desta edição. O resultado foi uma “dor de cotovelo” de professores que, mesmo disponíveis para colaborar com a organização do evento, foram deixados de fora do processo.
Intercom Expocom 2011 - Avaliação I
A participação de alunos de graduação no Intercom Expocom 2011 foi grande. Só de Santa Maria (leia-se Unifra e UFSM) foram três ônibus e 19 horas de viagem. Ao todo, mais de 1500 inscritos na edição sediada pela Unopar e UEL em Londrina-PR. Faculdades e universidades dos três estados do Sul se fizeram presentes, mas algumas ausências foram percebidas. Cursos tradicionais de Comunicação Social não mandaram representantes nem para a mostra competitiva acadêmica, nem para a mostra científica. A própria universidade que sediará a próxima edição regional compareceu com apenas um trabalho de extensão no Intercom Junior. Parece que a produção científica de 2010 nos cursos de Comunicação Social não ganhou fôlego em suas próprias instituições para serem apresentados este ano.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Udesc recebe inscrições para concurso de fotografia
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
Coisas que só uma mãe pode entender...
Nós estamos sentadas almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.
Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.'
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.
Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.'
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